Perimenopausa – informações científicas sobre essa fase da vida da mulher.

Perimenopausa – informações científicas sobre essa fase da vida da mulher.

O mês de março é marcado por uma das datas mais celebradas e marcantes de nosso calendário: o Dia Internacional da Mulher (08/03). Esse é um dia carregado de homenagens e significados, principalmente pela luta por igualdade de direitos das mulheres em todos os âmbitos da sociedade.

Mas mais do que isso, essa é uma data em que devemos discutir e conscientizar a população feminina (e a masculina também!) acerca de temas relacionados à saúde da mulher e que são muitas vezes alvos de forte tabu e desconhecimento. Esse é o caso da perimenopausa, um período crítico de alterações fisiológicas que podem afetar drasticamente a qualidade de vida das mulheres.

Mas você sabe o que é a perimenopausa?

Para iniciar essa conversa devemos antes entender (ou relembrar) outro termo bem mais conhecido: a menopausa. Diferente do conhecimento popular, a menopausa não é um período, mas sim um marco definido pelo último ciclo menstrual, ou seja, a última menstruação da mulher. Em geral, a menopausa pode ocorrer entre 45 e 55 anos.

Após a última menstruação, a mulher entra em uma fase chamada climatério, que representa o período em que não há mais atividade reprodutiva ovariana e em que já se encerraram os ciclos ovulatórios e menstruais. Esse é um período fisiológico que pode ser confirmado em torno de 12 meses após a menopausa.

Sabendo disso, agora fica mais fácil entender o que é a perimenopausa! Esse é um período marcado a partir do aparecimento dos sintomas clínicos que antecedem a menopausa e que se estende até um ano após a última menstruação. Basicamente, a perimenopausa representa a transição entre a vida reprodutiva e a vida não reprodutiva da mulher, iniciando-se por volta dos 40 anos e podendo perdurar por mais de cinco anos.

A perimenopausa é marcada por flutuações hormonais!

Diferente dos homens, a capacidade reprodutiva da mulher possui um limite diretamente proporcional ao envelhecimento ovariano. Isso quer dizer que a quantidade e a qualidade dos folículos ovarianos (precursores dos óvulos) que a mulher possui diminuem com o passar dos anos.

A ação do tempo também desenvolve alterações significativas em diversos hormônios ligados ao ciclo reprodutivo. Em geral, a perimenopausa é caracterizada pela ocorrência de ciclos menstruais irregulares, alterações na produção hormonal e por mudanças comportamentais, neuroendócrinas e metabólicas associadas com uma maior vulnerabilidade a desordens afetivas. Nesta fase, são comuns flutuações nas concentrações de hormônios envolvidos no ciclo reprodutivo, como o FSH, LH, estradiol e progesterona. E são essas flutuações as responsáveis por grande parte dos sinais e sintomas característicos da perimenopausa.

Quais os principais sinais e sintomas?

A diversidade de sintomas que as mulheres manifestam durante a perimenopausa é grande. Os sintomas mais comuns são irregularidades menstruais, ressecamento vaginal, aumento da sensibilidade mamária, suores noturnos (presentes na maioria das vezes) e ondas de calor frequentes, bem como distúrbios do sono, aumento do ganho de peso, perda do interesse sexual e ocorrência de transtornos afetivos e de humor – como transtornos de ansiedade, agressividade e depressão.

As flutuações hormonais, especialmente dos hormônios estradiol e progesterona, impactam diretamente em regiões cerebrais correlacionadas a aspectos comportamentais. Estudos científicos apontam que durante a perimenopausa, o risco de desenvolvimento de depressão e ansiedade em mulheres se eleva drasticamente devido a estas flutuações. No entanto, após o estabelecimento da menopausa e o fim da instabilidade hormonal, o risco das mulheres manifestarem episódios de depressão se iguala aos homens.

Como realizar o diagnóstico e tratamento dos sintomas?

O diagnóstico da perimenopausa é clínico e depende da identificação dos sinais e sintomas descritos, especialmente a irregularidade menstrual. Podem também ser feitas dosagens hormonais, embora estes exames possam ser distorcidos pela grande flutuação hormonal nesta fase.

É importante que a mulher procure auxílio médico ao identificar os sintomas. Existem opções de tratamento baseado nos hormônios que não estão sendo produzidos adequadamente. No entanto, existem outras modalidades não farmacológicas que podem auxiliar, como a manutenção de um estilo de vida saudável por meio da prática regular de atividade física e de alimentação adequada, por exemplo.

Além disso, é muito importante a mulher possuir apoio familiar e, se necessário, acompanhamento psicológico. Esta é uma fase crítica e exige atenção e acolhimento para ajudar a melhorar a qualidade de vida durante este processo.

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Referências:
Deecher D, Andree T. H, Sloan D, Schechter L. E. (2008). From menarche to menopause: Exploring the underlying biology of depression in women experiencing hormonal changes. Psychoneuroendocrinology.
Santoro, N., Roeca, C., Peters, B. A., & Neal-Perry, G. (2021). The menopause transition: signs, symptoms, and management options. The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. Su Hi, Freeman E. W. (2009). Hormone changes associated with the menopausal transition. Minerva Ginecologica

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